Empresa petrolífera vai fazer prospecção na zona conjunta Nigéria/São Tomé e Príncipe

21 May 2015

A autoridade da Zona de Desenvolvimento Conjunto Nigéria/São Tomé e Príncipe está a negociar com uma empresa petrolífera de dimensão média a prospecção do Bloco 1 daquela zona, noticiou o Jornal de São Tomé.

O Bloco 1, também conhecido por Obô, foi adquirido pela Chevron Texaco e mais tarde trespassado para a francesa Total, que acabou por abandonar o projecto, uma vez que o petróleo encontrado não era em quantidade suficiente para ter valor comercial.

O jornal adiantou que o governo de São Tomé e Príncipe esperava que os primeiros barris surgissem em 2012, o que não aconteceu, meta que foi adiada para 2015, o que até à data ainda não aconteceu.

Esta realidade foi um dos factores que obrigou o governo revogar o programa de ajuda então em vigor e a propor a assinatura de um novo pacote de ajuda financeira com o Fundo Monetário Internacional de 6,5 milhões de dólares para os próximos três anos.

“O anterior programa foi negociado e assinado sob a perspectiva de que em 2015 o país já estaria a explorar petróleo”, disse o ministro das Finanças e Administração Pública, Américo Ramos, citado pela Portuguese News Network.

Na Zona Económica Exclusiva de São Tomé e Príncipe existe a expectativa de que o primeiro furo de exploração seja realizado em 2017, de acordo com declarações recentes do coordenador da Agência Nacional do Petróleo, Orlando Pontes.

Este furo poderá vir a ser realizado pela empresa britânica Equator Exploration, actualmente envolvida na realização de estudos sísmicos em 3D para determinar com maior exactidão a potencialidade do bloco 5, situado a cerca de 70 milhas da costa da ilha do Príncipe.

A Equator Exploration tem como principal accionista (94,6% do capital social) a empresa Oando Netherlands Holdings 1 Coöperatief U.A., constituída nos Países Baixos, que por sua vez é detida a 100% pelo grupo do Canadá Oando Energy Resources. (Macauhub/ST)

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