Grupo português compra empresa pública de café em Angola

26 May 2015

A Angonabeiro, empresa angolana do grupo português Nabeiro, vai aplicar um milhão de dólares na compra da totalidade do capital social da empresa pública angolana de produção de café Liangol, disse o director-geral da empresa.

José Carlos Beato disse à agência Lusa que a decisão surge na sequência do decreto executivo conjunto dos ministérios da Economia e da Indústria, de 13 de Novembro, autorizando a privatização desta unidade, instalada em Cacuaco, nos arredores de Luanda.

“O grupo Nabeiro veio para Angola no ano 2000, a convite do governo angolano, numa lógica de revitalização da fileira do café e que supunha a recuperação de uma fábrica. Isso foi feito e estávamos em Angola ao abrigo de um contracto de gestão [da antiga Liangol], mas havia a perspectiva que esse activo fosse privatizado um dia e foi isso que aconteceu”, disse o director-geral da Angonabeiro.

Desde 2001 que a empresa do grupo português assume a gestão da fábrica da Liangol, depois de garantir também a sua recuperação e modernização, tendo em conta que estava desactivada desde 1984.

A empresa ocupa uma área de quatro hectares, com uma zona de armazenamento, torra e embalagem de café, onde o grupo Nabeiro assegura a produção e comercialização de 250 toneladas do café (2014) da marca própria Ginga, que lidera as vendas em Angola.

Antes da independência de Portugal, em 1975, Angola era um dos principais produtores mundiais com 4 milhões de sacas ou 240 mil toneladas mas a guerra civil que se registou entre a independência e 2002 destruiu na quase totalidade as plantações de café.

Em Angola, o negócio do grupo português tem sido impulsionado pela venda de cápsulas da marca Delta e pelo negócio da marca Ginga, com origem em café 100% angolano. (Macauhub/AO/PT)

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