Grupo italiano ENI quer reduzir participação em bloco petrolífero em Moçambique

1 June 2015

As conversações entre o grupo italiano ENI e a estatal China Huadian Corporation para a venda de uma parcela de 15% no bloco Área 4, em Moçambique, estão-se a arrastar devido a divergências quanto ao preço, informou a agência financeira Reuters.

A agência, que cita fontes industriais e bancárias, adiantou que o grupo italiano pretende angariar 8 mil milhões de dólares nos próximos cinco anos com a venda de activos em Moçambique, Congo e Gana para financiar o crescimento em novos mercados e ajudar a manter o valor dos dividendos.

Em Moçambique, o grupo pretende reduzir a participação de 50% que controla naquele bloco da bacia do Rovuma, norte de Moçambique, mas a sua insistência em manter-se como operador impede a entrada de grandes grupos mundiais, que pretendem controlar os grandes projectos em que se envolvem.

Uma das fontes citadas adiantou que as conservações com a China Huadian Corporation decorrem há já algum tempo, havendo outras entidades interessadas na compra de uma participação de um bloco petrolífero com reservas de gás natural de dimensão mundial, com cerca de 85 biliões de pés cúbicos.

Há cerca de dois anos, o grupo ENI vendeu uma parcela de 20% no mesmo bloco à China National Petroleum Corporation por 4,2 mil milhões de dólares. (Macauhub/CN/MZ)

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