Banco Nacional de Angola mantém taxas de juro de referência

1 June 2015

O Banco Nacional de Angola decidiu manter as taxas de juro de referência, caso da taxa básica de juro ou Taxa BNA, que ficou em 9,25%, de acordo com a mais recente decisão da Comissão de Política Monetária, informou o banco em comunicado.

O comunicado divulgado sexta-feira em Luanda informa igualmente que as taxas de juro da facilidade permanente de cedência de liquidez e da facilidade permanente de absorção de liquidez foram mantidas em 10% e 0%, respectivamente.

Em Abril, a taxa de inflação mensal, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor da província de Luanda foi de 0,85%, superior em 0,34 pontos percentuais em relação à do período homólogo de 2014 e a taxa de inflação situou-se em 8,23%, superior em 0,36 pontos percentuais comparativamente à registada em Março.

A Luibor situou-se em 6,25% ao ano no “overnight” e em 8,41% e 9,99% ao ano nas maturidades de 3 e 12 meses, respectivamente.

No mês de Abril, os bancos comerciais adquiriram divisas no valor de 1470 milhões de dólares no mercado cambial, das quais 1357 milhões de dólares ao BNA e o restante aos respectivos clientes.

No mercado primário, a taxa de câmbio média de referência da moeda angolana face ao dólar depreciou-se em 1,21% relativamente a Março para 109,293 kwanzas por dólar.

Entretanto, o BNA anunciou que vai aumentar o número de leilões semanais de divisas à banca comercial, uma das medidas previstas para “descomprimir” a actual “crise cambial” no país.

A decisão resultou da mais recente reunião conjunta das comissões Económica e para a Economia Real, do Conselho de Ministros angolano e foi transmitida pelo governador do BNA, José Pedro de Morais Júnior, reconhecendo que os bancos não têm tido capacidade para satisfazer a procura de divisas.

No final da reunião, na quinta-feira, o governador reconheceu que a redução de 30% na introdução de divisas por parte do BNA na banca comercial, que se regista desde o início do ano devido à quebra nas receitas com a exportação de petróleo, está-se a reflectir na actividade empresarial do país.

A introdução semanal de divisas cifrou-se em Maio em 300 milhões de dólares, valor que deverá aumentar, passando os bancos a ter acesso a três leilões de divisas semanais pelo BNA, face aos actuais dois, com a instituição a querer canalizar a procura no mercado informal para as casas de câmbio e instituições bancárias. (Macauhub/AO)

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