Embaixador da China sugere a Portugal estabelecimento conjunto de “faixa económica” na Europa

4 June 2015

Portugal deve estabelecer com a China uma “faixa económica” na Europa, disse quarta-feira em Lisboa o embaixador da China em Portugal, por ocasião das celebrações do décimo aniversário da parceria estratégica bilateral.

“Acreditamos que Portugal, posicionado no centro da rota marítima do Atlântico, poderá ter um papel imprescindível na realização de faixas de uma rota na Europa”, referiu o embaixador Huang Songfu numa intervenção em português, na presença do chefe da diplomacia portuguesa, Rui Machete.

“Convidamos Portugal a aproveitar esta oportunidade e a explorar juntamente com a China a possibilidade de cooperação no quadro de uma faixa e uma rota, promovendo assim a nossa cooperação pragmática em benefício dos dois povos e elevando a parceria estratégica global sino-portuguesa para um novo patamar”, acrescentou, após também manifestar o interesse em aprofundar a cooperação “no domínio do mar”.

De acordo com a agência noticiosa Lusa, o diplomata chinês foi um dos convidados na sessão inaugural do colóquio institucional para assinalar os 10 anos de parceria estratégica Portugal/China que decorreu quarta-feira na Sala do Senado da Assembleia da República.

“As relações sino-portuguesas encontram-se num novo ponto de partida, com novas oportunidades. A parte chinesa está disposta a desenvolver de forma dinâmica a cooperação em todas as áreas”, insistiu o representante de Pequim, após recordar que a China apresentou recentemente à comunidade internacional a “iniciativa da faixa económica da rota da seda e da rota da seda marítima do século XXI.”

Uma faixa e uma rota, disse, para intensificar a “cooperação entre a Ásia e a Europa e nas áreas da construção, infra-estruturas, transportes, investimento, comércio, cultura, e outras áreas.

Na sua intervenção, o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, tinha já sublinhado a “excelência do relacionamento político e diplomático entre Portugal e a China”, a “bem sucedida transferência da administração do território de Macau, e onde a “dimensão económica” assume um peso crescente.

O ministro português apontou ainda o interesse das duas partes em desenvolverem “experiências de cooperação triangular, em particular nas esferas da CPLP [Comunidade dos Países de Língua Portuguesa] e do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa.”

“Esta plataforma, designada Fórum Macau, afirmou-se como um “ponto de ligação privilegiado entre a China e os países de língua portuguesa, potenciando uma cooperação estratégica com relevância política e comercial crescente”, sublinhou Rui Machete. (Macauhub/CN/MO/PT)

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