Banco Mundial antecipa “desafios difíceis” para Angola e Moçambique

12 June 2015

A queda generalizada dos preços dos combustíveis e bens vai impor este ano “desafios difíceis” a países em desenvolvimento, como Moçambique e Angola, que terão mais dificuldades em pagar empréstimos, defende o Banco Mundial num relatório divulgado esta semana.

Na actualização que fez ao relatório anual “Perspectivas Económicas Globais – 2015”, o Banco Mundial baixa para 4,4% a previsão de crescimento para o grupo dos países em desenvolvimento, cujo desempenho terá impactos na economia mundial, traduzindo um “desapontante quarto ano consecutivo de crescimento” (2,8%).

De acordo com a instituição financeira, a crescente valorização do dólar deverá dificultar o pagamento das dívidas externas de países como Angola, que será afectado atendendo a que é um exportador de petróleo, e Moçambique, que beneficiará da redução da factura importação de combustíveis, sendo, no entanto, prejudicado pela baixa dos preços das mercadorias que exporta.

Neste quadro, o Banco Mundial adianta que a economia angolana vai registar este ano um crescimento de 4,5%, antecipando uma quebra de 0,6 pontos para 2016 (3,9%), de que o país se irá recuperar já em 2017 (5%).

Dentro do espaço dos países africanos de língua oficial portuguesa (PALOP), Moçambique é o país que mais vai crescer em 2015, com uma expansão do produto interno bruto (PIB) de 7,2%, assim como nos dois anos seguintes (7,3%).

Cabo Verde, por outro lado, deverá crescer 3% este ano, 3,4% em 2016 e 3,5% em 2017, enquanto a Guiné-Bissau verá o seu PIB expandir-se 4,2% em 2015, e 3,9% e 4% nos dois anos seguintes, lê-se ainda no relatório, que não faz menção à previsão de crescimento económico de São Tomé e Príncipe.

A Guiné Equatorial, por outro lado, enfrentará um período de recessão até 2017, altura em que a sua economia irá crescer 3,7%, depois de uma contracção de 3,1% em 2015 e de 15,4% em 2016. (Macauhub/AO/CV/GW/MZ/ST)

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