Dificuldades para as empresas nos países de língua portuguesa recolhidas em relatório

16 June 2015

O grupo de apoio ao desenvolvimento ELO elaborou um relatório que faz uma colectânea das principais dificuldades que as empresas portuguesas encontram quando se tentam instalar nos restantes países de língua portuguesa, de acordo com a imprensa portuguesa.

Uma cópia desse relatório foi segunda-feira entregue ao primeiro-ministro e nele a Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Económico e a Cooperação sobre a Lusofonia Económica (ELO) lista as principais dificuldades existentes em Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial (sobre estes país faltam alguns dados, uma vez que só em Julho de 2014 é que o país aderiu à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

Alguns dos constrangimentos e limitações que dificultam a operação das empresas, neste caso portuguesas, nesses territórios, são, por exemplo, dificuldades na concessão de vistos, falta de mão-de-obra qualificada e problemas com a burocracia de cada um desses países.

Uma das maiores dificuldades prende-se com os recursos humanos, tendo a maioria das empresas consultadas para este estudo considerado que “a escassez de recursos humanos qualificados e com experiência adequada é uma limitação de carácter elevado em Angola e Moçambique”, sendo o Brasil e Cabo Verde os países onde esta dificuldade menos se faz sentir.

“Todos os países do espaço CPLP revelam constrangimentos muito pesados à circulação de pessoas e capitais com impacto relevante no potencial de negócio das empresas portuguesas. Os constrangimentos surgem ao nível da pesada burocracia para obtenção de vistos, autorização de investimento directo e licenciamento para movimentação de mercadorias”, indica o relatório citado pelo jornal diário Observador.

O relatório pode ser consultado na íntegra neste endereço electrónico – http://observador.pt/wp-content/uploads/2015/06/elo-_-relatorio.pdf. (Macauhub/AO/BR/CV/GW/MZ/PT/ST/TL)

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