Confederação Empresarial da CPLP defende maior abertura da comunidade de língua portuguesa

19 June 2015

A Confederação Empresarial da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CE-CPLP) defende uma maior abertura do espaço lusófono entre os seus estados-membros e a outros países e organizações regionais, fixando este objectivo num plano estratégico, recentemente apresentado em Moçambique.

Depois de ter passado por Cabo Verde e pela Guiné Equatorial, a CE-CPLP encerrou na quarta-feira, em Maputo, uma ronda de apresentação da sua estratégia para o período 2015-2020, um plano que o presidente da organização entende que responde ao “desafio de abrangência” da comunidade, que não deve “fechar as portas a quem deseja investir nos seus estados-membros.”

Para o presidente da associação e empresário moçambicano Salimo Abdula, a comunidade deve procurar a nível interno ser mais aberta e inclusiva, lembrando que o projecto da “livre circulação de pessoas, bens, capitais e serviços” permanece por realizar, o que provoca um dos maiores constrangimentos à realização de investimentos dentro da comunidade.

E é neste quadro, salienta, que a actual estratégia da CE-CPLP assenta em três eixos, designadamente a melhoraria do ambiente de negócios e clima de investimento, o alargamento do acesso a infra-estruturas sociais e económicas, como universidades e institutos politécnicos, e a ainda a promoção do desenvolvimento das empresas.

Paralelamente ao plano, disse, a CE-CPLP está também a apostar na criação de organismos que dinamizam as actividades económicas, como é o caso da União dos Exportadores da CPLP, o seu “braço económico” lançado há um ano, que reúne actualmente cerca de 400 organizações, entre empresas e associações.

Outro “instrumento” da sua estratégia é o Observatório das Actividades Económicas e Empresariais da CPLP, que disponibilizou já no seu portal electrónico informação legal e económico sobre os estados-membros, além de oportunidades de investimento.

Além da Guiné Equatorial, que aderiu em 2014, fazem igualmente parte da CPLP Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, sendo membros observadores a Geórgia, Japão, Maurícias, Namíbia, Senegal e Turquia. (Macauhub/AO/BR/CV/GW/MZ/PT/ST/TL)

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