Cabo Verde quer internacionalizar aguardente de cana

2 July 2015

A lei que regula a produção e comercialização em Cabo Verde da aguardente de cana-de-açúcar, designada por “grog”, “grogue” ou “grogu”, entra em vigor a 12 de Agosto, depois de publicada em Fevereiro, informou o director-geral da Indústria e Comércio.

Amílcar Monteiro, citado pelo jornal A Semana, disse que a lei destina-se a salvaguardar e valorizar a aguardente tradicional que se produz em Cabo Verde há mais de 300 anos.

Para isso, o governo tem em marcha o Programa Nacional de Valorização do Grogue (Vagrog II) que deve licenciar, homologar os produtores e os alambiques para, no fim, certificar o produto com o selo de qualidade que vai lançar o produto como uma marca de Cabo Verde no mercado nacional e internacional, competindo em pé de igualdade com outras marcas de aguardente já reconhecidas.

O governo cabo-verdiano pretende ainda promover o registo internacional, de modo a obter o certificado de origem que garanta o reconhecimento do grogue em qualquer mercado potencial de exportação.

Para que isso aconteça, adiantou Amílcar Monteiro, é necessário que o grogue produzido no país cumpra todas as determinações legais, que visam não acabar mas valorizar este recurso que garante o sustento de várias famílias em Cabo Verde.

Monteiro disse que aos produtores é exigido o respeito pelas normas de segurança na feitura do grogue, em termos de higiene e armazenamento, sendo igualmente necessário expurgar do processo de produção todas as substâncias nocivas à saúde, sob pena de punições.

Amílcar Monteiro disse que a execução deste programa contou com o apoio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), que incluiu a deslocação ao Brasil de produtores de Santo Antão e a Cabo Verde de técnicos daquele organismo estatal brasileiro. (Macauhub/BR/CV)

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