Governo de Angola aumenta despesa pública no 2º semestre

3 July 2015

Angola vai aumentar a despesa pública no segundo semestre de 2015, depois dos cortes incluídos no Orçamento Geral do Estado (OGE) rectificativo devido à quebra do preço do barril de petróleo, anunciou quinta-feira em Luanda o Presidente da República.

José Eduardo dos Santos, que discursava em Luanda na abertura da terceira reunião extraordinária do comité central do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), partido a que preside, as receitas do Estado “aumentaram ligeiramente” até ao final do primeiro semestre.

O Presidente disse que esta melhoria está relacionada com a subida das receitas dos sectores petrolífero e não-petrolífero, mas também com a aprovação de várias linhas de financiamento ao Estado angolano, o que levou a Comissão Económica do Conselho de Ministros a um “reajuste” das medidas macroeconómicas.

“Apontou [a comissão] a possibilidade de um ligeiro aumento da despesa pública no segundo semestre, podendo-se assim apoiar mais as áreas da Saúde, Educação e outros sectores sociais e canalizar mais recursos cambiais para a economia”, disse José Eduardo dos Santos.

Face à forte quebra nas receitas fiscais, o governo angolano tem vindo a multiplicar o endividamento externo, cujas necessidades para 2015 estão avaliadas em mais de 20 mil milhões de dólares, nomeadamente com uma nova linha de crédito da China, de montante ainda desconhecido, negociada em Pequim por José Eduardo dos Santos, no mês de Junho.

“O aumento do endividamento foi feito de modo calculado e respeitando as metas definidas no programa eleitoral [do MPLA, em 2012] aprovado pelo povo angolano. A taxa do endividamento ainda não atingiu 40% do PIB nem mesmo com a ampliação das linhas de crédito [desde 2004] e os novos créditos concedidos pela China”, afirmou o líder do MPLA e titular do poder executivo.

Referindo-se ao novo modelo de cooperação com a China, José Eduardo dos Santos disse que fará com que “passem a ser produzidos em Angola parte dos materiais a serem utilizados nas empreitadas de obras públicas levadas a cabo no quadro dos contratos celebrados com empresas chinesas.” (Macauhub/AO/CN)

MACAUHUB FRENCH