Grupo indiano CIL pretende desfazer-se de 75% de dois blocos de carvão em Moçambique

7 July 2015

O grupo mineiro estatal Coal India Ltd (CIL) pretende desfazer-se de 75% da área de dois blocos de carvão que adquiriu em Moçambique há cerca de seis anos, disse um responsável da empresa citado pelo jornal indiano The Economic Times.

O jornal acrescenta que esta decisão surgiu após o governo de Moçambique ter aprovado a duplicação dos custos associados à manutenção dos blocos, que até à data não terão revelado a presença de carvão mineral em quantidade comercial.

“Numa reunião do conselho de administração realizada na passada semana, foi decidido que a subsidiária Coal India Africana Ltd manterá apenas 54 quilómetros quadrados dos 205 quilómetros quadrados que tinha adquirido”, disse o responsável, de acordo com o jornal.

A fonte disse também que a decisão foi tomada após a conclusão de um programa de prospecção de três anos, que revelou que mais de 75% da área conjunta dos dois blocos não continha nada que pudesse ser apelidado de carvão.

Há cerca de seis anos, a CIL obteve uma licença de prospecção e desenvolvimento válida por cinco anos dos blocos A1 e A2 na província central de Tete, na sequência do que constituiu a subsidiária Coal India Africana Ltd.

A fonte citada pelo jornal indiano disse ainda que inicialmente o grupo foi informado que os dois blocos continuam uma mistura de carvão de coque de qualidade e térmico com reservas estimadas em mil milhões de toneladas mas, prosseguiu, “um programa de prospecção de três anos revelou que mais de 75% da área conjunta dos dois blocos não continha nada que pudesse ser apelidado de carvão.” (Macauhub/MZ)

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