Banco Nacional de Angola vende 2219 milhões de dólares à banca comercial em Junho

4 August 2015

O Banco Nacional de Angola (BNA) vendeu aos bancos comerciais em Junho passado 2219 milhões de dólares em divisas, uma contracção de 15,28% face ao montante de 2620 milhões de dólares vendidos em Junho de 2014, informou hoje em Luanda o banco central angolano.

Das vendas referidas, 1094 milhões de dólares foram efectuadas com base em leilões de preço e 1125 milhões de dólares através de vendas direccionadas a sectores específicos e operações prioritárias.

Além das divisas adquiridas ao BNA, os bancos compraram em Junho aos respectivos clientes 208 milhões de dólares contra 1240 milhões de dólares no mês homólogo de 2014, representando uma redução significativa que excedeu mil milhões de dólares.

Globalmente, a compra de divisas efectuadas pelos bancos comerciais ao BNA e aos respectivos clientes registada em Junho de 2015 representou uma redução de cerca de 37%, comparativamente a Junho de 2014.

O BNA informou ainda que em Junho passado do total de 1125 milhões de dólares de vendas direccionadas, 594 milhões de dólares destinaram-se à reposição da posição cambial dos bancos, dadas as dificuldades que estes vinham apresentando para cumprir com os compromissos perante os seus correspondentes externos, derivados de operações relacionadas com cartas de crédito e cartões internacionais de pagamento.

As vendas direccionadas de divisas aos bancos resultam da necessidade de o BNA assumir a responsabilidade de intervenção no mercado para satisfazer as operações definidas como prioritárias pelo governo, num contexto de diminuição das disponibilidades cambiais e elevado risco de desequilíbrio do mercado cambial, redução das reservas alimentares e de matérias-primas bem como de eventual paralisação dos serviços essenciais ao funcionamento da economia.

Ainda em Junho foram efectuadas vendas direccionadas de divisas para operações de mercadorias (bens alimentares e outras), serviços de resseguros, prestadoras de serviço ao sector petrolífero, organismos do Estado, telecomunicações, serviços de comunicação, bolsas de estudo e muitas outras consideradas prioritárias. (Macauhub/AO)

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