São Tomé e Príncipe pede 90 milhões de dólares por ano até 2019

16 October 2015

O governo de São Tomé e Príncipe solicitou aos parceiros da cooperação o reforço da ajuda financeira ao país, no decurso de uma mesa-redonda realizada em Londres que contou com uma delegação de 18 pessoas liderada pelo primeiro-ministro Patrice Trovoada.

Ao dirigir-se aos representantes dos diversos países e instituições financeiras que têm prestado apoio a São Tomé e Príncipe há mais de 40 anos, o primeiro-ministro apresentou a agenda de desenvolvimento do arquipélago pós-2015.

Países como Portugal ou os Emirados Árabes Unidos, instituições como o Banco Mundial, a Organização das Nações Unidas e o Fundo Monetário Internacional estiveram representados numa mesa-redonda onde Patrice Trovoada voltou a defender uma visão de futuro para o país depender menos de ajuda internacional e entrar no caminho de uma economia auto-sustentável.

“Temos vários cenários, mas eu diria que um cenário razoável para nós seria 90 milhões de dólares anuais para os próximos quatro anos”, disse o primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe.

Patrice Trovoada recordou igualmente serem necessários 550 milhões de dólares para a construção de um porto de águas profundas em Fernão Dias, no norte da ilha, e cerca de 60 milhões de dólares para aumentar a capacidade e as instalações do aeroporto na capital.

A assinatura de um acordo com China Harbour Engineering Company Limitada (CHEC) já garantiu 120 milhões de dólares, mas o chefe do governo são-tomense afirmou que pretende constituir um “consórcio internacional” e que não quer repetir o modelo de outros países africanos onde este tipo de obras depende maioritariamente de capital chinês. (Macauhub/CN/PT/ST)

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