Angola lança títulos de dívida soberana no mercado internacional no montante global de 1.500 milhões de dólares

27 October 2015

Angola anunciou segunda-feira o lançamento de títulos de dívida soberana no mercado internacional, sob forma de Eurobonds, no montante global de mil e quinhentos milhões de dólares americanos, ao abrigo da política de gestão de finanças públicas do governo e tendo em conta o programa de desenvolvimento económico e financeiro de longo prazo, segundo nota do ministério das Finanças.

O Presidente da República concedeu à Goldman Sachs International, à Deutsche Bank e ao Industrial and Commercial Bank of China (ICBC), autorização para actuarem como bancos agentes em representação da República de Angola nas emissões soberanas lançadas.

A emissão dos títulos que se realizou na Bolsa de Londres depois de cinco anos de preparativos,visou a procura de fontes de financiamento alternativas que possam substituir as fontes de financiamento tradicionais (bilateral, comercial e linhas de crédito) que mostram alguma concentração não recomendável na exposição de Angola.

A nota do ministério das Finanças refere que a emissão de títulos pode gerar benefícios como a diversificação das fontes de financiamento externo, estabelecimento de fontes de financiamento de longo prazo, impacto positivo em termos de avaliação das Agências de Notação de Risco, construção de uma Curva de Rendimentos e possível crescimento das Reservas Internacionais.

Ainda segundo o ministério das Finanças para a concretização do lançamento de títulos de dívida soberana o governo angolano, para além de buscar aconselhamento técnico e jurídico com  instituições financeiras de renome internacional, tal como Goldman Sachs, J.P. Morgan, Banco Mundial e Fundo Monetário Internacional, passou a submeter-se a avaliações periódicas por parte das principais agências de notação de risco internacionais.

Na sequência do processo de consulta o ministério das Finanças considera que “ficou patente que Angola poderia beneficiar enormemente da emissão soberana nos mercados internacionais, não apenas porque  poderia beneficiar da diversificação das fontes de financiamento externo, mas também porque constatou-se que devido aos sensíveis progressos sociais, políticos e económicos que o país obteve desde o fim do conflito armado, seria grande a apetência dos investidores europeus e americanos por investir em activos que o Estado Angolano viesse a emitir.”(macauhub/AO)

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