Fusão bancária permite ao BCP contribuir mais para a economia de Angola

3 November 2015

A fusão entre o Banco Millennium Angola e o Banco Privado Atlântico vai permitir atingir o “nível de rentabilidade” desejado, contribuindo para a economia angolana, afirmou o presidente da comissão executiva do Banco Comercial Português.

“Entendemos que, se quisermos estar em Angola com um nível de rentabilidade e dando um contributo para o desenvolvimento da economia angolana ao nível que gostaríamos de ter, temos de aumentar a nossa presença, uma vez que com uma quota de 3% a 4% não temos dimensão suficiente para o fazer”, afirmou Nuno Amado, citado pela imprensa portuguesa.

Nuno Amado, que falava durante a sessão de apresentação de resultados dos primeiros nove meses do ano do BCP, acrescentou que “um banco que saia da fusão com o Atlântico, com uma quota de 9% a 10% do mercado, já tem dimensão, estrutura e até accionistas para o fazer.”

O Banco Millennium Angola e o Banco Privado Atlântico vão avançar com uma fusão no mercado angolano, com o Banco Comercial Português (BCP) a ficar com uma participação de 20% no novo banco, de acordo com uma comunicação ao mercado efectuada a 8 de Outubro.

No período de Janeiro a Setembro o BCP obteve um lucro de 264,5 milhões de euros, valor que que compara com prejuízos de 109,5 milhões de euros no período homólogo de 2014, com um lucro consolidado de 23,8 milhões de euros no terceiro trimestre.

Nuno Amado chamou a atenção para o facto de o contributo da actividade em Portugal ter sido positivo, “pela primeira vez em muitos anos.”

Após vários anos a apresentar prejuízos, a operação em Portugal contribuiu com 100,5 milhões de euros para o resultado líquido do Millennium bcp nos nove meses de 2015, contra um prejuízo de 227,1 milhões um ano antes. (Macauhub/AO/PT)

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