ENI decide este ano investimento no gás natural em Moçambique

9 November 2015

O grupo italiano ENI deverá tomar uma decisão final de investimento até Dezembro relativamente ao projecto de exploração das reservas de gás naturais descobertas no norte de Moçambique, afirmou o presidente executivo do grupo.

Claudio Descalzi acrescentou, em declarações à revista Jeune Afrique, que uma decisão sobre um projecto em terra com o grupo norte-americano Anadarko Petroleum será tomada apenas em 2017, uma vez que se trata de um processo mais complexo, sendo antecipadamente estabelecer acordos com compradores internacionais de gás natural.

“Continuamos a desenvolver o nosso projecto Coral, localizado num dos nossos blocos marítimos, que visa o processamento de gás natural numa plataforma flutuante, devendo tomar uma decisão de investimento em Dezembro de 2015, iniciando-se a em 2020”, afirmou o presidente executivo do grupo petrolífero.

A quantidade de gás natural descoberta pelos consórcios liderados pelos grupos ENI e Anadarko Petroleum coloca Moçambique entre os cinco países com maiores reservas mundiais, que estimativas oficiais indicam serem de cerca de 200 biliões de pés cúbicos.

A ENI mantém a sua intenção de transformar o gás em duas plataformas flutuantes, enquanto a Anadarko planeia construir a sua unidade de gás natural liquefeito em terra, em parceria com a petrolífera italiana.

A Anadarko Petroleum detém 26,5% do consórcio da Área 1, participado também pela Mitsui, do Japão, as companhias indianas ONGC Videsh, BPRL e Oil India e a estatal moçambicana Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH).

A Área 4 é por sua vez liderada pela ENI, com 50%, tendo também a participação do grupo China National Petroleum Corporation, 20% e da portuguesa Galp Energia, sul-coreana Kogas e a estatal moçambicana Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), com 10% cada. (Macauhub/MZ)

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