Companhia de Bioenergia de Angola contrai empréstimo com aval do Estado

10 November 2015

A Companhia de Bioenergia de Angola (Biocom) assina este mês com um sindicato de bancos angolanos um empréstimo de 210 milhões de dólares que tem o aval do Estado, disse o director financeiro da empresa ao jornal angolano Expansão.

“A partir de 2016, os meios libertos gerados pela operação deverão garantir fundos suficientes para investir no aumento da capacidade de produção e comercialização de açúcar, etanol e energia eléctrica a partir de biomassa”, disse o director António Pereira.

O decreto presidencial que concede a garantia soberana sobre 100% do financiamento foi publicado no dia 6 de Outubro passado em Diário da República e veio “clarificar” alguns aspectos que “geravam dúvidas” num diploma que tinha sido emitido em Setembro, afirmou o responsável.

Esse diploma, disse, concedia uma garantia de 70% sobre um crédito de 300 milhões de dólares, sendo que agora garante a totalidade de 210 milhões”, disse António Pereira, que salientou serem os restantes 90 milhões de dólares garantidos pelos accionistas.

A empresa tem como accionistas o grupo brasileiro Odebrecht, com 40% do capital, o grupo angolano Cochan, fundado pelo empresário Leopoldino Fragoso do Nascimento, igualmente com 40% e a Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola com os restantes 20%.

A Biocom está instalada no Pólo Agro-Industrial de Capanda, município de Cacuso, numa área de 42,5 mil hectares, dos quais 36 921 são terrenos agrícolas e 5579 destinam-se a áreas de preservação permanente da vegetação nativa, refere a página electrónica da empresa.

A produção de açúcar da Biocom destina-se ao mercado interno, a produção de energia eléctrica tem como cliente a Empresa Nacional de Electricidade e o etanol anidro será fornecido à Sonangol. (Macauhub/AO/BR)

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