Angola e Hong Kong podem vir a ter ligação aérea directa

17 November 2015

A abertura de uma ligação aérea directa entre Hong Kong e Angola pode vir a ser uma realidade futura atendendo ao aumento dos fluxos turístico e de negócios que se tem estado a verificar, afirmou o cônsul-geral de Angola em Hong Kong.

Cupertino Gourgel adiantou ao jornal China Daily, que publicou algumas páginas dedicadas ao 40º aniversário da independência de Angola, que nos últimos cinco anos têm estado a chegar a Hong Kong jovens angolanos “em números nunca vistos”.

O cônsul-geral mencionou que alguns desses jovens, estudantes e profissionais, têm estado a receber formação superior em Hong Kong.

Cupertino Gourgel mencionou igualmente o papel importante que Hong Kong tem desempenhado no relacionamento entre Angola e China, “ao facilitar e contribuir para outro capítulo do relacionamento entre os dois países, capítulo esse que se apresenta como bastante promissor.”

O cônsul-geral recordou o facto de o Fundo Soberano de Angola estar a diversificar a sua carteira com investimentos em sectores industriais e em activos diversos a que se junta o facto de o mercado de capitais de Hong Kong apresentar “enorme versatilidade”, permitindo além disso o acesso ao mercado da China.

“Em conjunto com investidores da China, o Fundo tem estado a analisar projectos tanto em Angola como no resto do continente africano”, disse ainda o jornal China Daily.

Gourgel, cônsul-geral de Angola em Hong Kong há quatro anos, salientou que a importância estratégica da cidade no relacionamento sino-angolano não pode ser subestimado.

“A China é um parceiro estratégico do desenvolvimento de Angola, com um enquadramento bem definido entre as partes, tendo Hong Kong estado a desempenhar um papel de charneira nesse relacionamento.”

O comércio bilateral entre Hong Kong – onde têm sede algumas das maiores empresas chinesas que têm negócios em Angola – cresceu de forma significativa nos últimos três a cinco anos, facto que Cupertino Gourgel  atribuiu à eficiência do consulado bem como ao aumento do número de turistas e de empresários entre Angola e Hong Kong. (Macauhub/AO/CN)

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