Economia paralela em Angola representa 60% do total

24 November 2015

Angola continua a ser um dos países da África a sul do Saara com maior nível de informalidade económica, representando a economia paralela cerca de 60% do total, afirmou segunda-feira em Luanda a secretária do Estado das Finanças.

Ao citar os dados mais recentes do Ministério das Finanças, a secretária de Estado Valentina Filipe afirmou que o nível de informalidade económica que se regista está a preocupar as autoridades económicas angolanas e a exigir uma “intervenção urgente”, de acordo com a agência noticiosa Angop.

Este facto, afirmou a secretária de Estado no decurso de uma conferência organizada pela consultora McKinsey and Company, não impede que se deva reconhecer o esforço levado a cabo pela Administração Geral Tributária (AGT), que tem um papel preponderante a desempenhar, visando contribuir para a formalização da economia angolana.

Valentina Filipe salientou o número de contribuintes registados pela AGT, que entre 2014 e 2014 aumentou 198%, “variação que mostra que estamos a caminhar na direcção certa.”

A introdução de um sistema tributário simples, mas eficaz, e de uma justiça tributária célere e eficiente foram também apontados por Valentina Filipe como pilares para a arrecadação de receitas para o Estado.

A secretária de Estado realçou que a receita tributária não petrolífera representa já 44% do total de receita do Estado, devendo esta tendência continuar a verificar-se em 2016.

“Poder-se-ia dizer que o peso da receita não petrolífera aumentou porque o preço do petróleo está em baixa e, por essa via, diminuiu o peso da arrecadação tributária petrolífera, referiu Valentina Filipe, para acrescentar que tendo por base o facto a receita tributária não petrolífera ter registado um aumento de 80% de 2010 a 2014 “leva-nos a concluir que essa tendência irá manter-se em 2016.” (Macauhub/AO)

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