Linhas Aéreas de Angola precisam superar “crise profunda”

25 November 2015

A transportadora aérea angolana Taag “enfrenta a maior crise financeira da sua história”, afirmou o novo presidente executivo da companhia, em documento distribuído numa reunião de directores e agora divulgado em Luanda.

No documento, Peter Murray Hill acrescenta que “os prejuízos acumulados durante muitos anos” eram até agora cobertos “por subsídios do governo”, o que deixou se ser possível atendendo à actual situação económica do país, de acordo com a agência noticiosa Lusa.

“Com a queda das receitas relativas a passageiros e carga, o desafio torna-se maior em cada mês que passa”, reconheceu a administração, tendo o presidente executivo anunciado que “um dos primeiros sacrifícios” passa por todos aceitarem que “este mês e provavelmente o próximo” apenas será possível “pagar o salário base.”

O governo angolano e a Emirates Airlines assinaram este ano um contracto para a introdução de uma “gestão profissional de nível internacional” na Taag, a melhoria “substancial da qualidade do serviço prestado” e o saneamento financeiro da companhia angolana, que em 2014 registou prejuízos de 99 milhões de dólares.

O contracto de gestão da transportadora pública angolana celebrado com a Emirates para o período de 2015 e 2019 prevê que a companhia apresentará a prazo resultados operacionais positivos, que em 2019 ascenderão a 100 milhões de dólares.

Além de Peter Murray Hill, a Emirates indicou os administrados executivos Vipula Gunatilleca (área financeira e administrativa), Patrick Rotsaert (área comercial) e Donald Hunter (área das operações) da Taag.

O novo conselho de administração é composto ainda por quatro elementos não-executivos, nomeados pelo governo de Angola. (Macauhub/AO)

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