Moçambique tem reservas sobre o exterior que garantem 3,7 meses de importações

26 November 2015

Moçambique dispõe de reservas sobre o exterior que garantem 3,7 meses de importação de bens e serviços pelo que a situação económica difícil que o país atravessa “não deve levar ao desespero”, disse quarta-feira em Maputo o primeiro-ministro.

Carlos Agostinho do Rosário, que na Assembleia Nacional respondia a perguntas dos deputados, acentuou que a desvalorização da moeda moçambicana “não deve colocar-nos numa situação de pessimismo que nos conduza ao pânico e ao desespero.”

Assinalando que a moeda moçambicana depreciou-se 43% em relação ao dólar desde o início do ano até ao final de Outubro, o primeiro-ministro observou que a desvalorização da moeda moçambicana acompanha a tendência das moedas de todo o mundo face à divisa dos Estados Unidos.

Desde o início do ano, a kwacha da Zâmbia sofreu uma desvalorização de 100% face ao dólar, o kwanza de Angola 36%, o xelim da Tanzânia 27%, o rand da África do Sul 25%, o real do Brasil 56%, o rublo da Rússia 50% e o euro 14%.

Citado pelo jornal Notícias, de Maputo, o primeiro-ministro apontou ainda a queda dos preços das matérias-primas como um dos factores da má situação económica do país, frisando ainda que a actual conjuntura acentuou a deterioração da balança comercial de Moçambique.

“Dados estatísticos de Setembro de 2015 indicam que as exportações sofreram uma contracção homóloga de 9% nos primeiros nove meses do ano, tendo as importações caído apenas 3%, o que significa que estamos a consumir mais do que aquilo que produzimos, o contribui para a depreciação da moeda”, salientou.

Carlos Agostinho do Rosário garantiu aos deputados que os fundamentos económicos do país mantêm-se estáveis, com o aumento dos preços controlado, reservas sobre o exterior para garantir 3,7 meses de importações e uma previsão de crescimento económico este ano de 6,3%, acima da média da África Austral.” (Macauhub/MZ)

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