Economia da Guiné-Bissau deverá crescer 4,8% em 2015

9 December 2015

A Guiné-Bissau vai encerrar 2015 com um crescimento económico de 4,8%, afirmou terça-feira em Bissau o chefe da missão de avaliação do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Félix Fischer, que encabeça uma missão do fundo que se encontra no país desde o dia 2 de Dezembro corrente, revelou que o crescimento podia superar este número se não fosse a crise provocada pela demissão do governo de Domingos Simões Pereira em Agosto último.

No entanto, sublinhou, o seu impacto não prejudicou muito o país, pois durou apenas dois meses, pelo que, apesar da situação de paralisia das actividades e abrandamento da realização de alguns negócios por falta de interlocutores nos ministérios, a previsão de crescimento económico ganhou um décimo de ponto para 4,8%.

Félix Fischer anunciou que a execução do Orçamento de Estado permitiu gerar poupanças suficientes para garantir o pagamento dos salários dos funcionários públicos durante os meses de Janeiro e Fevereiro de 2016.

“As receitas em Janeiro e Fevereiro são normalmente baixas”, referiu Félix Fischer, cuja delegação esteve a avaliar a economia do país após a crise política resultante da queda do governo em Agosto último.

Esclareceu que a visita serviu ao FMI para se inteirar do impacto da crise política no crescimento económico do país e desta forma adoptar providências necessárias em relação ao Orçamento Geral do Estado da Guiné-Bissau para 2016.

Félix Fischer adiantou ter debatido com as autoridades da Guiné-Bissau a possibilidade de o governo limitar as despesas às receitas efectivamente arrecadadas, evitando desta forma a acumulação de mais dívida pública. (Macauhub/GW)

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