Menor austeridade em Portugal obriga à contracção de mais dívida

15 January 2016

O abrandamento da consolidação orçamental aplicado pelo novo governo português vai exigir a contracção de mais 11 mil milhões de euros em dívida até 2019, informou a Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) em relatório enviado à Assembleia da República.

O documento adianta que para que seja possível uma redução mais lenta dos défices orçamentais entre 2016 e 2019, o Estado vai ter de contrair dívida no montante de 17,1 mil milhões de euros, montante que representa um acréscimo de 10,9 mil milhões de euros face aos  planos tornados públicos há quatro meses, que apontavam para 6,2 mil milhões.

Em vez do défice orçamental previsto de 1,8% do Produto Interno Bruto no final deste ano, o governo socialista aponta para um deslize de 2,8% nas contas, valor que obriga Portugal a aumentar os níveis de endividamento em cerca de dois mil milhões de euros.

A UTAO destaca que “o défice orçamental do Estado fixar-se-á em cinco mil milhões de euros, 3,8 mil milhões de euros e 3,1 mil milhões de euros em 2017, 2018 e 2019, respectivamente”, o que configura “uma revisão em alta face à previsão mais recente” comunicada aos investidores em Setembro pela Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP). (Macauhub/PT)

MACAUHUB FRENCH