Comércio entre a China e países de língua portuguesa caiu cerca de 26% nos primeiros dois meses do ano

O comércio entre a China e os países de língua portuguesa caiu 25,54% nos primeiros dois meses do ano em comparação com o mesmo período de 2015, segundo estatísticas dos Serviços de Alfândega da China divulgadas pelo Fórum de Macau.

Nos dois primeiros meses do ano, as trocas comerciais entre a China e os oito países de língua portuguesa ascenderam a 11,192 mil milhões de dólares e a queda de 25,54% resulta da diminuição das exportações chinesas para o Brasil e África, segundo as mesmas estatísticas.

Nos dois primeiros meses do ano, as exportações da China para os países lusófonos caíram, globalmente, 49,16%, enquanto as importações aumentaram 0,95% em termos homólogos (comparação com o mesmo período do ano anterior).

A China vendeu menos 50,27% ao Brasil em Janeiro e Fevereiro, menos 77,32% a Angola, menos 46,69% a Moçambique, menos 43,05% a Cabo verde, menos 28,61 à Guiné-Bissau e menos 22,16% a São Tomé e Príncipe.

Já para Portugal e Timor-Leste, as exportações chinesas aumentaram 21,11% e 13,88%, respectivamente.

As importações chinesas dos países de língua portuguesa diminuíram em quase todos os casos, tendo só aumentado o valor relativo ao Brasil nos dois primeiros meses do ano (mais 19,28%).

Em Fevereiro, as trocas comerciais entre a China e os países de língua portuguesa foram de cinco mil milhões de dólares, uma queda de 18,26% relativamente ao mês anterior.

O Brasil continua a ser o maior parceiro comercial da China, com as trocas bilaterais em Janeiro e Fevereiro a ascenderem a mais de 7,63 mil milhões de dólares. Segue-se Angola (2,45 mil milhões de dólares), Portugal (808 milhões) e Moçambique (274 milhões).

Em 2015, as trocas comerciais entre a China e os países de língua portuguesa caíram 25,73%, atingindo 98,47 mil milhões de dólares, a primeira queda desde 2009.

Foi também a primeira vez que o valor anual ficou abaixo dos 100 mil milhões de dólares desde 2010, segundo dados compilados pela agência Lusa.

Os dados dos Serviços de Alfândega da China incluem São Tomé e Príncipe, apesar de o país manter relações diplomáticas com Taiwan e não ter presença no Fórum de Macau. (Macauhub/BR/PT/CN/MZ/AO/CV/ST/GW)

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