Angola promete acabar com comércio de marfim

22 April 2016

Angola comprometeu-se em acabar com o comércio de marfim no país e a aumentar o controlo do tráfico no aeroporto internacional de Luanda, durante a Conferência Ministerial Africana sobre Ambiente, que decorreu no Cairo, anunciou o Programa das Nações Unidas para o Ambiente (PNUA).

Em comunicado, o PNUA classifica como um “grande avanço contra o comércio de marfim” a posição de Luanda, na que assim promete “fechar um dos maiores mercados domésticos de marfim do mundo”.

A ministra angolana do Ambiente, Maria de Fátima Jardim, afirmou na conferência que o governo de Angola está determinado “em acabar com o comércio de marfim”.

Angola já começou a trabalhar com os comerciantes no mercado de Benfica, nos arredores de Luanda, onde grandes quantidades de marfim esculpido são vendidas, entre outras recordações legais, aos visitantes estrangeiros, disse Abias Huongo, director do Instituto Nacional de Biodiversidade e Áreas de Conservação.

“Informámos os comerciantes da nossa intenção de acabar com as vendas de marfim no mercado de Benfica, mas temos de ter cuidado para garantir que não empurramos o comércio para a clandestinidade, tornando-o mais difícil de erradicar”, disse Abias Huongo.

O número de elefantes mortos em África ultrapassa os 20 mil por ano, numa população estimada em 420 a 650 mil. No entanto, há relatos de que 100 mil elefantes terão sido abatidos em apenas três anos, entre 2010 e 2012, o que pode querer dizer que a população de elefantes pode, na realidade, ser muito inferior.(Macauhub/AO)

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