Fusão de bancos vai permitir pagamento antecipado de empréstimo do Estado português

25 April 2016

A fusão entre os bancos Millennium Angola e Privado Atlântico vai permitir ao Banco Comercial Português (BCP) antecipar a amortização dos fundos recebidos do Estado português em 2012, afirmou o presidente executivo Nuno Amado.

O presidente executivo do BCP disse no final da assembleia-geral de accionistas realizada na semana passada que mal a operação de fusão fique concluída, “o que ainda não aconteceu”, “iremos apresentar um pedido para o pagamento de uma parte das obrigações contingentes convertíveis em acções (Cocos).

O BCP tem ainda que devolver 750 milhões de euros, dos três mil milhões que recebeu em 2012, na sequência do programa trilateral de resgate financeiro de Portugal.

A operação de fusão entre o Banco Millennium Angola (BMA) e o Banco Privado Atlântico (BPA) foi anunciada pelas duas instituições a 8 de Outubro de 2015, devendo o novo banco ser cotado numa bolsa africana no espaço de três anos.

Nos termos do memorando de entendimento assinado entre as duas instituições, o BCP deverá ficar com uma participação de 20% no futuro Banco Millennium Atlântico.

Os restantes accionistas do Millennium Angola, além do BCP, são a estatal Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola com 29,9%, o Banco Privado Atlântico com 15% e a Globalpactum – Gestão de activos com 5%.

O Banco Privado Atlântico tem actualmente como accionistas a Interlagos Equity Partners (47,5%), Carlos José Silva (23,2%), Jasper Capital Partners (9,5%), Banco Millennium Angola (6,7%), Quadros – Gestão de Activos (6,5%), Equipa de Gestão (3,5%) e Geomcorp Fund (3,0). (Macauhub/AO/PT)

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