Garantias do Estado a empresas visavam proteger Moçambique

27 April 2016

As garantias do Estado a favor das empresas ProÍndicus e Moçambique Asset Management visavam a protecção de infra-estruturas estratégicas, incluindo a Zona Económica Exclusiva, além de dar capacidade ao país para prestar serviços de manutenção de equipamentos navais, disse em Maputo o porta-voz do governo, Mouzinho Saíde.

Saíde, vice-ministro da Saúde, adiantou que a garantia concedida à ProÍndicus foi emitida em 2013, no valor de 622 milhões de dólares, enquanto a concedida à Moçambique Asset Management foi emitida em 2014, no montante de 533 milhões de dólares.

Citado pelo matutino Notícias, de Maputo, o porta-voz disse que a ProÍndicus foi criada em 2012 para agir como autoridade nacional responsável pela protecção de infra-estruturas nacionais estratégicas, incluindo a Zona Económica Exclusiva.

Por seu turno, a Moçambique Asset Management foi criada para operar instalações navais, nomeadamente um estaleiro em Pemba e outro em Maputo, com a finalidade de prestar serviços às embarcações do Governo, da Ematum e da ProÍndicus, envolvendo a sua actividade a prestação de serviços a embarcações comerciais e da indústria de petróleo e gás no mar.

O vice-ministro mencionou igualmente a um crédito bilateral contraído a favor do Ministério do Interior no valor de 225 milhões de dólares para o período 2009/2014.

O Fundo Monetário Internacional informou recentemente que a dívida pública de Moçambique passou de 39,9% do PIB em 2012 para 50,9% no ano seguinte, aumentando depois para 56,6% em 2014 e 73,6% em 2015, descendo ligeiramente para 69,5% este ano. (Macauhub/MZ)

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