Governo de Moçambique quer aumentar inclusão financeira da população

13 May 2016

O governo de Moçambique pretende que 35% da população adulta tenha, até 2022, acesso a uma conta bancária numa instituição financeira formal e que 75% dos distritos disponham de serviços bancários, de acordo com um documento de estratégia recém-aprovado.

O documento – Estratégia Nacional de Inclusão Financeira (2016/22) – é um instrumento que define as metas globais a serem alcançadas durante o período em referência assim como as acções a serem levadas a cabo pelos diferentes intervenientes no sistema financeiro do país.

De entre as metas constantes no documento pode-se destacar a que pretende assegurar que 55% da população passe a ter um ponto de acesso aos serviços financeiros formais a menos de cinco quilómetros do seu local de residência ou trabalho e garantir que 35% da população adulta tenha acesso a uma conta numa instituição financeira formal.

De acordo com a agência noticiosa AIM o nível de inclusão financeira em Moçambique continua relativamente baixo, não obstante a diversidade de instituições financeiras existentes.

Moçambique tem cerca de 14,2 milhões de habitantes da população adulta, 656 agências de instituições de crédito, 17 855 agentes de instituições de moeda electrónica, 1576 ATM e 22 052 pontos de venda (POS), 118 delegações de companhia de seguros, dos quais 45 são balcões de fronteiras, mas que se mostram ainda insuficientes para satisfazer as necessidades da população e empresas.

Até finais de 2015, 87 dos 158 distritos contavam com agências de instituições de crédito, 98 com ATM, 147 com POS e 122 com agentes de instituições de moeda electrónica. (Macauhub/MZ)

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