Angola tem capacidade para produzir mais cimento do que consome

28 June 2016

A indústria cimenteira de Angola tem actualmente uma capacidade de produção instalada de oito milhões de toneladas, que excede em dois milhões de toneladas a procura interna, de acordo com uma reportagem publicada segunda-feira no Jornal de Angola.

O jornal afirma que a produção de cimento cresceu exponencialmente ao longo dos últimos 14 anos, tendo o maior investimento no sector sido realizado pelo China Internacional Fund Angola (CIF) com a instalação na localidade de Bom Jesus, em Luanda, de uma fábrica com duas linhas de produção, uma de clínquer e outra de cimento.

O segundo maior investimento foi feito pela Nova Cimangola, também em Luanda, dispondo estas duas cimenteiras de uma capacidade de produção instalada de mais de 5 milhões de toneladas, de acordo com dados do Ministério da Indústria sobre a produção de cimento em Angola.

A Fábrica de Cimento do Cuanza Sul, com uma capacidade instalada para produzir 1,33 milhões de toneladas de clínquer e 1,4 milhões de toneladas de cimento anuais, entra nas contas dos grandes investimentos efectuados no sector.

A pioneira na indústria cimenteira angolana é a Secil Lobito, que entrou em funcionamento na segunda metade do século XX, em 1952, com a denominação de Companhia de Cimentos de Angola, tendo passado ao longo do tempo por várias transformações.

Apesar da idade, a fábrica, detida actualmente em 49% pelo Estado angolano, está equipada com equipamentos modernos, com excepção das linhas de enchimento, onde o trabalho ainda é manufacturado.

Os dados do Ministério da Indústria indicam que em 2014, bem como em 2015, a Nova Cimangola, a Fábrica de Cimento do Cuanza Sul (FCKS), a Cimenfort Industrial, a China Internacional Fund Angola (CIF) e a Secil Lobito, as cinco unidades fabris em actividade no país, produziram, em conjunto, mais de cinco milhões de toneladas de cimento, muito abaixo das capacidades instaladas.

O Jornal de Angola utiliza ainda informações oficiais para afirmar que a Cimenfort Industrial e a Nova Cimangola estão a a efectuar investimentos que vão adicionar 3,1 milhões de toneladas anuais de clínquer aos 4,8 milhões de toneladas que são actualmente produzidos no país. (Macauhub/AO)

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