Linha de caminho-de-ferro do Sena, Moçambique, pronta para receber mais carga

11 July 2016

O Ministério dos Transportes e Comunicações garantiu que a obra de expansão da capacidade de carga da linha de caminho-de-ferro do Sena de 6 milhões para 20 milhões de toneladas foi executada com boa qualidade, escreveu o jornal Notícias, de Maputo.

O jornal, citando uma fonte ministerial, disse que o empreiteiro seguiu as exigências técnicas constantes do respectivo caderno de encargos, numa linha com uma extensão de 575 quilómetros que liga o porto da Beira, na província de Sofala, à vila carbonífera de Moatize, em Tete, no centro de Moçambique.

Lançada em Junho de 2013, a empreitada foi executada pelo consórcio português Mota-Engil & Edivisa (do Grupo Visabeira), consistindo os trabalhos no prolongamento das linhas de cruzamento em todas as 31 estações e apeadeiros, de 750 para 1500 metros, a fim de permitir a circulação de comboios-tipo com 100 vagões puxados por seis locomotivas cada.

Actualmente, circulam na linha composições com um máximo de 42 vagões rebocados por duas locomotivas, sobretudo, no transporte da carga de carvão.

As obras incluíram ainda a colocação de balastro, recuperação das mais de 300 pontes, pontões e aquedutos, principalmente no Baixo Zambeze, com destaque especial para a reparação da famosa ponte Dona Ana, que liga as margens do Zambeze entre Sena, em Caia, e Mutarara, numa extensão total de aproximadamente cinco quilómetros.

Construída em 1914 pela então companhia britânica Trans-Zambezi Railways (TZR), a linha de Sena esteve 20 anos completamente parada durante a guerra civil, terminada em 1992, tendo conhecido a partir posteriormente um tráfego intenso, com a movimentação diária de 21 a 25 comboios de carvão, carga da estatal Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) e passageiros, este último, duas vezes por semana. (Macauhub/MZ)

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