Grupo chinês Fosun pretende comprar 16,7% do Banco Comercial Português

1 August 2016

O grupo chinês Fosun Industrial Holdings Limited apresentou uma proposta firme para comprar uma participação de 16,7% do capital social do Banco Comercial Português (BCP), informou a instituição bancária em comunicado ao mercado divulgado sábado.

Esta entrada no capital social do BCP seria efectuada através de um aumento de capital reservado ao grupo chinês, que informou ainda pretender aumentar a sua participação através de ou operações no mercado secundário ou de aumentos de capital futuros a fim de a prazo dispor entre 20% a 30% da instituição bancária.

No entanto, a proposta apresenta pelo grupo Fosun Industrial Holdings Limited, que em Portugal já detém a seguradora Fidelidade e a Luz Saúde, está subordinada à satisfação de um conjunto de condições.

Além da aprovação por parte dos supervisores português e europeu, o grupo apresentou ainda como condições a realização de um processo de redução do número de acções (“reverse stock split”), que o preço de subscrição das acções do aumento de capital reservado não exceda 0,02 euros por unidade e a aprovação da cooptação de pelo menos dois novos membros por si nomeados para o conselho de administração, entre outras

A grupo quer ainda garantias sobre as contribuições futuras que o BCP terá de efectuar para o Fundo de Resolução, exigindo que não seja cobrado nenhuma contribuição extraordinária, que pode ser pedida para cobrir eventuais perdas na venda do Novo Banco, tendo as contribuições regulares futuras para o Fundo de Resolução de ser já incluídas nas contas.

Na sexta-feira, o BCP anunciou prejuízos de 197,3 milhões de euros no primeiro semestre do ano, depois de lucros de 240,7 milhões de euros no período homólogo de 2015, devido ao aumento das imparidades de crédito e outros itens não recorrentes.

As imparidades associadas a créditos concedidos, que aumentaram de 463,7 milhões para 618,7 milhões de euros, foram um dos factores que mais penalizaram as contas do semestre, embora o produto bancário tenha caído 22,6% para 1,06 mil milhões de euros devido ao menor encaixe com operações financeiras. (Macauhub/CN/PT)

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