Sasol estuda envio de gás natural extraído em Moçambique por via marítima

3 August 2016

O grupo petroquímico sul-africano Sasol está a analisar a a viabilidade de construir um oleoduto a fim de ligar a Central de Processamento de Líquidos (LPF), em terra, a uma Unidade Flutuante de Armazenamento e Descarga (FPSO), no mar, na costa da província de Inhambane, escreveu o jornal Notícias, de Maputo.

O jornal cita uma fonte do grupo para afirmar terem sido já contratadas as empresas transnacional Environmental Resources Management e a moçambicana Impacto para realizarem o estudo de impacto ambiental, incluindo a componente de participação pública, devendo um estudo de pré-viabilidade ser apresentado e alvo de debate público ainda este mês em Inhassoro e em Maputo.

O grupo, que exporta para a África do Sul o gás natural que extrai nos poços de Pande e de Temane desde 2004 através de um gasoduto com uma extensão de 900 quilómetros, pretende com este investimento diversificar as alternativas de escoamento.

Além deste projecto, o grupo Sasol encontra-se envolvido em actividades de prospecção de mais hidrocarbonetos em Inhambane, onde iniciou, recentemente, um programa de perfurações ao abrigo de um contracto de partilha de produção assinado com as autoridades moçambicanas em Janeiro.

O governo de Moçambique aprovou, em Janeiro último, o plano de desenvolvimento do Contracto de Partilha de Produção, tendo pouco depois a Sasol encomendado equipamento de perfuração à francesa Société de Maintenance Pétrolière, material que chegou ao porto de Maputo em Março.

Estima-se que a primeira fase de desenvolvimento do contracto de partilha de produção venha a exigir ao grupo sul-africano um investimento de cerca de 1,4 mil milhões de dólares. (Macauhub/MZ)

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