Grupo brasileiro Vale fecha acordo sobre Moçambique com Mitsui & Co

4 August 2016

O grupo brasileiro Vale concluiu o processo de renegociação do acordo alcançado em 2014 com o grupo japonês Mitsui & Co para a venda de uma percentagem nos negócios relacionados com o carvão em Moçambique, noticiou o jornal brasileiro Valor Económico.

O jornal escreveu também que a Mitsui & Co, accionista do grupo Vale, deve desembolsar um valor inferior ao inicialmente acordado que, de acordo com fontes, poderá ser reduzido em 30%.

O grupo Mitsui & Co acordou em 2014 pagar 763 milhões de dólares por participações nos projectos da Vale em Moçambique, 15% na mina de carvão de Moatize e 50% no corredor logístico constituído pela linha de caminho-de-ferro que partindo de Moatize, na província de Tete, entra no Malaui para depois regressar a Moçambique e terminar em Nacala, bem como o porto desta cidade.

O presidente do grupo Vale, Murilo Ferreira, disse recentemente que o acordo com a Mitsui deveria ficar concluído até Setembro próximo.

Murilo Ferreira salientou estar o processo “numa fase bem adiantada”, faltando apenas a aprovação do governo do Malaui, “algo que está em fase final de negociação”, depois de no mês passado ter sido aprovado pelo governo de Moçambique.

O jornal brasileiro referiu estarem ainda a decorrer negociações com os bancos envolvidos no financiamento da operação, nomeadamente o Banco Japonês para a Cooperação Internacional (JBIC, na sigla em inglês), a Corporação Financeira Internacional, do grupo Banco Mundial e o Banco Africano de Desenvolvimento.

A extracção de carvão em Moatize, província de Tete, tem estado a representar para o grupo Vale um prejuízo de 500 milhões de dólares por ano, valor que caiu para 112 milhões de dólares no primeiro trimestre e para 100 milhões de dólares no segundo trimestre de 2016. (Macauhub/BR/MZ)

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