Economist prevê que economia de Angola cresça 1,3% em 2016

22 August 2016

A previsão de crescimento da economia de Angola para 2016 da Economist Inteligente Unit (EIU) é mais generosa do que a constante na proposta de revisão da lei do Orçamento Geral do Estado para 2016, de acordo com o relatório divulgado sábado passado.

Enquanto o governo angolano reviu em baixa de 3,3% para 1,1% a previsão de crescimento do PIB, a EIU afirma que o crescimento deverá ser de 1,3%, a mesma taxa anunciada oficialmente em meados de Julho para o ano em curso.

A EIU estima, no seu mais recente relatório sobre Angola, que a economia do país deverá crescer a uma taxa média de 2,7% no período entre 2016 e 2020, com um máximo de 3,5% em 2018 e um mínimo de 1,3% este ano.

A expansão da economia angolana deverá acontecer, de acordo com o governo, com o aumento da produção agrícola, mas a EIU defende que essa visão parece demasiado optimista tendo em atenção as fracas infra-estruturas existentes bem como a capacidade diminuta da cadeia de distribuição.

Os restantes sectores não petrolíferos deverão continuar a ter um desempenho fraco, pelo que quase tudo se joga no sector petrolífero, a principal fonte de divisas e de receitas fiscais, além dos diamantes.

A publicação, a que a Macauhub teve acesso, salienta o facto de a proposta de lei de revisão do Orçamento para 2016 estar assente no barril de petróleo a 41 dólares, contra 45 dólares na versão original, pelo que o Produto Interno Bruto per capita deverá cair pelo terceiro ano consecutivo.

Ao longo do período em análise, 2016/2020, alguns sectores, como os transportes, indústria, comércio e serviços, deverão expandir-se de uma forma relativamente rápida mas a EIU afirma que os investimentos fora do sector petrolífero deverão permanecer reduzidos devido à ausência de reformas, não obstante a aprovação de uma nova lei de investimentos.

A EIU salienta o facto de as autoridades locais afirmarem que a lei reduz a burocracia mas acrescenta que outros custos de contexto permanecem bem como as preocupações das empresas relativamente aos pagamentos em atraso, nomeadamente na execução de obras públicas. (Macauhub/AO)

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