Economia de Macau com quebra real de 5,9% em 2016, EIU

19 September 2016

A quebra nas exportações de Macau de serviços relacionados com os jogos de fortuna e azar deverá atingir o seu ponto mais baixo este ano, sendo que a economia no seu todo contrair-se-á 5,9% em termos reais, de acordo com a Economist Inteligente Unit (EIU).

A taxa de crescimento do Produto Interno Bruto inverterá a tendência de queda que se regista desde 2014, ano em que a economia se contraiu 0,4%, em 2017, com a EIU a estimar um aumento de mais de 11 pontos percentuais relativamente ao ano em curso para 5,3%.

A maior parte dos indicadores incluídos no sumário de previsão manter-se-á praticamente inalterada, sendo as excepções a formação bruta de capital fixo ou investimento que deverá passar de menos 19,7% este ano para menos 3,3% em 2017 e o saldo orçamental público em percentagem do PIB que manterá a tendência de queda que se verifica desde 2014 para um valor de 7%.

Os anos de 2016 e 2017 já foram ou vão ser palco de inauguração de novos complexos turísticos e de jogo na zona do Cotai, aterro situado entre as ilhas de Coloane e da Taipa, não havendo notícia de mais projectos da dimensão dos já inaugurados para lá de 2017.

Na passada terça-feira, por exemplo, o grupo Sands China inaugurou o complexo “Parisian”, um investimento de 2,9 mil milhões de dólares que inclui uma réplica da Torre Eiffel com metade da altura da original, três mil quartos, 150 lojas, dez restaurantes e um casino com 410 mesas de jogo e 1600 máquinas de jogos.

No relatório que emitiu sobre Macau, a EIU afirma que os efeitos “mais dramáticos” da campanha anticorrupção lançada pelo governo da China foram já ultrapassados, tendo em Agosto passado o valor das receitas brutas do jogo invertido a tendência de quebra homóloga que se verificou durante 26 meses consecutivos.

A passagem do “período mais negro” vai permitir, de acordo com a EIU, que a economia de Macau retome a senda de crescimento e registe uma quebra homóloga de apenas 5,9%, não obstante a contracção de 10,3% verificada no primeiro semestre.

Por último, a despesa pública continuará a crescer, mantendo-se robusta em 2016/2017, na medida em que o governo tenderá a gastar mais para funcionar como um amortecedor à contracção económica registada. (Macauhub/MO)

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