FMI aconselha Cabo Verde a reduzir dívida pública

22 September 2016

O governo de Cabo Verde tem de promover a consolidação fiscal, reduzir a dívida pública e fazer crescer a economia, afirmou quarta-feira na Praia o chefe da missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) que visitou o arquipélago.

Ulrich Jacoby destacou como factores negativos para a evolução económica de Cabo Verde a ocorrência de cinco anos de fraco crescimento económico, a dependência do arquipélago em relação ao euro e a crise económica que afectou a Zona Euro.

Apesar das perspectivas positivas, a equipa do FMI não deixou de destacar que o “crescimento da dívida e o fraco crescimento económico associados à valorização do dólar fizeram aumentar o risco da dívida” de Cabo Verde, de acordo com o jornal Expresso das Ilhas.

No entanto, o ministro das Finanças, Olavo Correia, disse que a dívida pública cabo-verdiana, a mais elevada da África a sul do Saara, com 126% do Produto Interno Bruto, é “exclusivamente bonificada” pelo que “não apresenta riscos.”

Algumas reformas em curso em Cabo Verde foram apreciadas pela equipa do FMI, nomeadamente as relacionadas com o sector empresarial privado, que, mesmo assim, chamou a atenção para os sinais preocupantes “relativamente à Transportes Aéreos de Cabo Verde e à Imobiliária, Fundiária e Habitat (IFH), empresas que estão a sugar recursos que podiam ser usados de outra forma.”

O ministro concordou com a avaliação feita pelos técnicos do FMI relativamente à TACV e à IFH, assumindo que ambas representam um risco fiscal elevado, mas recordou que o governo está a preparar a privatização da Cabnave – Estaleiros Navais de Cabo Verde, Electra e Aeroportos e Segurança Aérea e a entrega em regime de concessão a gestão dos portos. (Macauhub/CV)

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