Parceria indiana procura operador para mina de carvão em Moçambique

6 October 2016

A International Coal Ventures Limited (ICVL), a parceria constituída por cinco grupos estatais da Índia, aguarda a selecção de um novo operador para retomar a extracção de carvão em Moçambique, noticiou o jornal indiano Economic Times.

Um quadro superior da ICVL disse ao jornal que a extracção de carvão é um negócio que está a ficar progressivamente mais caro e acrescentou que a parceria está à procura de uma empresa que esteja interessada em funcionar como operador nos activos carboníferos em Moçambique e que pretenda uma remuneração mais baixa.

A extracção de carvão em Moçambique foi suspensa em Dezembro passado quando terminou o contracto com o anterior operador, estando a parceria desde então a solicitar a apresentação de propostas por parte de empresas interessadas.

O quadro da ICVL disse ainda ao jornal que este processo deverá demorar ainda alguns meses e que até lá as operações na mina de carvão em Moçambique continuarão suspensas.

A ICVL, que agrega os grupos estatais Steel Authority of India Limited (SAIL), Rashtriya Ispat Nigam Limited (RINL), National Mineral Development Corporation (NMDC), National Thermal Power Corporation (NTPC) e Coal India Limited (CIL), adquiriu em 2014 por 50 milhões de dólares a participação de 65% detida pelo grupo Rio Tinto na mina de Benga e de 100% em dois activos carboníferos denominados Zambeze e Tete Oriental.

Benga, a única mina que está em actividade, tem estado a perder dinheiro, à semelhança da operação do grupo brasileiro Vale que perde anualmente em Moçambique cerca de 500 milhões de dólares.

A ICVL já aplicou em Moçambique mais de 180 milhões de dólares, bem como um empréstimo de 30 milhões de dólares contraído junto do Banco de Exportações e Importações da Índia, com quem está a negociar um empréstimo adicional de 150 milhões de dólares. (Macauhub)

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