Ministros dos países de língua portuguesa da África, Ásia e América do Sul anunciam áreas específicas de desenvolvimento

O primeiro-ministro de Cabo Verde disse hoje que o seu país está disponível e empenhado em criar as bases para ser um centro de prestação de serviços internacionais, apoiado por um mercado turístico em crescimento acelerado e por um posicionamento que cria condições para aceder a mercados entre África, Europa e as Américas.

José Ulisses Correia e Silva, que falava na sessão de abertura da 5ª Conferência Ministerial do Fórum de Macau, lembrou que o turismo e a economia do mar são focos de crescimento económico de Cabo Verde, sendo dois sectores “que amplificam para o exterior o nosso pequeno mercado interno e provocam um efeito de alavancagem sobre os restantes sectores da economia.”

O primeiro-ministro disse que Cabo Verde quer transforma-se na porta de entrada para a África Ocidental “através de valor acrescentado que pode aportar em termos de localização, estabilidade, previsibilidade, segurança jurídica, facilidades comerciais e conhecimento.”

As potencialidades turísticas da Guiné-Bissau e a potencialidade da sua agricultura foram referidas pelo primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Baciro Djá na sua intervenção na cerimónia de abertura da conferência ministerial hoje iniciada em Macau.

O primeiro-ministro de Moçambique, Carlos Agostinho do Rosário, afirmou acreditar que a futura Confederação dos Empresários da China e dos Países de Língua Portuguesa que ficará sediada em Macau, anunciada pelo primeiro-ministro da China, vai dar “um novo ímpeto” às relações sino-lusófonas.

Agostinho do Rosário disse ainda que a cooperação com a China é importante para o seu país e referiu as áreas de infra-estruturas, agricultura, energia e indústria produtiva são as mais atractivas para o investimento.

O estabelecimento da Confederação dos Empresários da China e dos Países de Língua Portuguesa, cujo secretariado vai ficar em Macau, foi uma das medidas anunciadas hoje pelo primeiro-ministro da China, Li Keqiang, durante a 5ª Conferência Ministerial do Fórum.

No encontro de hoje o ministro da economia de Angola, Abrahão Gourgel anunciou a realização em Luanda, em Novembro, de um Fórum de Investimento Angola-China que visa reforçar o desenvolvimento de sinergias para a realização de parcerias empresariais e investimentos entre empresários dos dois países.

Gourgel pediu ainda uma maior divulgação do papel do Fórum de Macau junto dos empresários dos países de língua portuguesa para permitir o aumento da cooperação da China com os países de língua portuguesa membros do Fórum.

O ministro de Estado, Coordenador dos Assuntos Económicos e ministro da Agricultura e Pescas de Timor-Leste, Estanislau Aleixo da Silva, ao falar na mesma cerimónia lembrou que o Plano Estratégico de Desenvolvimento do país para o período 2011 a 2030 visa fazer com que Timor-Leste seja parte do grupo de países de rendimento médio alto, que a pobreza seja erradicada e fique criada uma economia não petrolífera sustentável e diversificada.

Aleixo da Silva defendeu ainda a necessidade de inverter a situação actual, em que a economia que é financiada principalmente por recursos públicos, para uma outra financiada principalmente pelo investimento privado.

O ministro timorense disse ainda que com o objectivo de consolidar a sustentabilidade da economia, Timor-Leste está a diversificar sectores prioritários, atraindo investimentos e criando emprego estável em actividades a jusante da indústria petrolífera, na agricultura, nas pescas, no turismo e na indústria.

O ministro da Indústria e Comércio Exterior e Serviços do Brasil, Marcos Pereira, aproveitou o encontro para dar a conhecer a nova política comercial do Brasil na sequência das recentes mudanças políticas, ressalvando que o comércio externo é o motor do futuro desenvolvimento do país. (Macauhub)

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