Trocas comerciais entre a China e países de língua portuguesa caíram 11,22% nos primeiros oito meses de 2016

As trocas comerciais entre a China e os países de língua portuguesa caíram 11,22 por cento nos primeiros oito meses do ano, face ao período homólogo de 2015, indicam dados dos Serviços da Alfândega da China, divulgados Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre os Países de Língua Portuguesa (Fórum Macau).

Segundo as estatísticas oficiais o comércio entre a China e os países lusófonos nos primeiros oito meses do ano atingiu os 60,23 mil milhões de dólares.

Pequim importou dos países de língua portuguesa produtos avaliados em 41,68 mil milhões de dólares (-0,74 por cento) e exportou bens avaliados em 18,54 mil milhões de dólares (-28,24 por cento) face aos primeiros oito meses de 2015.

O Brasil manteve-se como o principal parceiro económico da China, com trocas comerciais  de 45,16 mil milhões de dólares (-7,69 por cento) do que no período homólogo de 2015.

As exportações da China para o Brasil atingiram 13,85 mil milhões de dólares (- 30,14 por cento), enquanto as importações chinesas totalizaram 31,30 mil milhões de dólares (+ 7,62 por cento).

Com Angola, o segundo parceiro comercial da China de entre oito países de língua portuguesa, as trocas comerciais caíram 28,34 por cento, para 10,19 mil milhões de dólares.

Pequim exportou para Angola produtos avaliados em 10,60 mil milhões de dólares (-60,27 por cento), face aos primeiros oito meses de 2015, e importou 9,13 mil milhões de dólares (-20,96 por cento).

O comércio entre a China e Portugal nos primeiros oito meses do ano representou 3,57 mil milhões de dólares (+19,19 por cento). A China exportou para Portugal 2,61 mil milhões de dólares (+32,91 por cento) e importou produtos avaliados em 966 milhões de dólares (-6,78 por cento).

As trocas comerciais entre a China e Moçambique atingiram os 1,14 mil milhões de dólares uma queda de 27,26 por cento em relação aos primeiros oito meses de 2015 com as exportações e as importações a caírem respectivamente 32,23 por cento e cinco por cento.

Os dados dos Serviços da Alfândega da China incluem ainda as trocas comerciais das China com Cabo Verde, Guiné-Bissau, Timor-Leste e São Tomé e Príncipe apesar de não ser membro do Fórum de Macau por possuir relações diplomáticas com Taiwan.

Deste grupo apenas a Guiné-Bissau registou uma queda de 48,43 por cento nas trocas comerciais nos primeiros oito meses do ano.(Macauhub)

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