Economia de Angola deverá ter crescimento médio de 2,9% entre 2017 e 2021

31 October 2016

A economia de Angola deverá apresentar um crescimento médio de 2,9% no período de 2017 a 2021, taxa que compara com a de 4,1% registada no período de 2012 a 2016, afirma a Economist Intelligence Unit (EIU), no seu mais recente relatório sobre Angola.

A EIU prevê para este ano um crescimento de apenas 0,6% e acrescenta que a economia recuperará em 2017 com uma taxa de 3,0%, que aumentará para 3,5% em 2018, para oscilar entre 2,8% e 2,5% nos restantes três anos do intervalo considerado.

As receitas públicas deverão manter-se fracas, em resultado do continuado baixo preço do barril de petróleo nos mercados internacionais, esperando a EIU que a execução do orçamento apresente um défice que se deverá situar numa média de 4,4% no período de 2017 a 2021.

A taxa de inflação, que entre 2017 e 2021 deverá tender a baixar depois do elevado valor com que irá encerrar 2016, cerca de 35%, manter-se-á no entanto relativamente elevada devido à redução dos subsídios aos combustíveis e à desvalorização da moeda nacional.

Os relatores da EIU afirmam que a desvalorização do kwanza manter-se-á devido à redução da quantidade de dólares disponível em resultado da quebra dos preços do petróleo, indo o afastamento entre o câmbio oficial e o câmbio paralelo manter-se muito elevado.

A Economist Intelligence Unit prevê que Angola comece a produzir mais de 2 milhões de barris de petróleo por dia já em 2018, sendo que este ano a produção deverá situar-se em 1,785 milhões de barris por dia.

O relatório de fundamentação da proposta de Orçamento Geral do Estado (OGE) para 2017, entregue na sexta-feira na Assembleia Nacional de Angola, prevê que a economia cresça 2,1% em 2017, ano em a produção de petróleo deverá ascender a 1,8 milhões de barris por dia, número inferior à previsão da EIU, que estima 1,9 milhões de barris por dia. (Macauhub)

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