Ligação aérea entre Angola e Cabo Verde depende da atribuição de subsídios

1 November 2016

A companhia aérea de Angola, TAAG, deverá suspender os voos entre Luanda e Praia, em Cabo Verde, caso não receba incentivos ou subsídios para manter a rota que é deficitária, afirmou Peter Hill, cidadão britânico que ao serviço da Emirates assumiu a gestão da transportadora.

Peter Hill disse ao jornal angolano Valor Económico que a ligação a Cabo Verde é uma das rotas menos rentáveis operadas pela TAAG, “custando à companhia 2,5 milhões de dólares por ano para transportar uma média de apenas 20 pessoas por voo, luxo a que não nos podemos dar.”

O gestor disse ainda que uma decisão final dependerá do governo angolano, que poderá manifestar interesse na manutenção da ligação entre Luanda e Praia e estar preparado para subsidiá-la.

Hill adiantou que o governo de Cabo Verde também tem uma palavra a dizer sobre o assunto, que poderá passar pela redução das taxas de aterragem ou dos custos associados com combustíveis.

“Caso seja possível chegar a um entendimento sobre estas questões vamos assegurar a ligação enquanto serviço público”, disse o gestor da TAAG, que recordou que a companhia que gere “tem de ganhar dinheiro.”

A companhia aérea de Angola é gerida por uma equipa nomeada pela Emirates, ao abrigo de um acordo de cooperação assinado com o governo de Angola em 2014.  (Macauhub)

MACAUHUB FRENCH