Cuamba e Lichinga, em Moçambique, de novo ligadas por caminho-de-ferro

4 November 2016

A linha de caminho-de-ferro entre Cuamba e Lichinga, com uma extensão de 272 quilómetros, voltou a funcionar após uma paralisação de seis anos devido ao avançado estado de degradação, tendo a respectiva cerimónia de reabertura tido lugar quinta-feira na cidade capital da província do Niassa.

O porta-voz da concessionária, a empresa Corredor de Desenvolvimento do Norte (CDN), disse à agência noticiosa AIM que as obras de recuperação da linha custaram cerca de 100 milhões de dólares, desembolsados pelos respectivos accionistas.

As obras incluíram a substituição de chulipas de madeira por outras de betão, que garantem maior consistência, a fortificação de alguns troços, colocação de novo balastro e substituição total dos carris, o que permite que as composições passem a circular a uma velocidade máxima de 50 quilómetros à hora e que possam ter um máximo de 24 carruagens, contra as anteriores dez.

A Corredor de Desenvolvimento do Norte é uma empresa privada que resultou de uma parceria entre a Sociedade de Desenvolvimento do Corredor de Nacala (SDCN), com 51% e a estatal Portos e Caminhos-de-Ferro de Moçambique (CFM), com os restantes 49%, cujo actividade principal é o uso, gestão, financiamento, manutenção, optimização das infra-estruturas e serviços ferroviários e portuários, bem como o desenvolvimento e operação dessas mesmas infra-estruturas. (Macauhub)

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