FMI afirma que crescimento económico de Angola fica aquém do desejado

4 November 2016

A economia de Angola continua a apresentar um crescimento reduzido, “muito aquém do desejado”, disse o chefe da missão do Fundo Monetário Internacional, que iniciou quinta-feira em Luanda para uma visita de trabalho até dia 17 de Novembro corrente, de acordo com a imprensa angolana.

Ricardo Velloso disse que o fraco crescimento económico, bem como a taxa de inflação de ronda actualmente 40%, “muito elevada”, são as principais preocupações que os técnicos do FMI levam para a mesa de trabalhos, na sede do ministério das Finanças, com o governo de Angola e a administração de diversas empresas.

A agenda da missão do FMI prevê, entre outros aspectos, a discussão com as autoridades angolanas de temas ligados à evolução do quadro fiscal e da dívida pública, as previsões dos indicadores económicos para 2017, estimativas para o crescimento do sector petrolífero e não petrolífero.

Os últimos desenvolvimentos do sector bancário, bem como os pressupostos para Orçamento Geral de Estado (OGE) para o ano fiscal de 2017, também vão ser analisados.

As previsões da balança de pagamentos, o desenvolvimento nos impostos não petrolíferos, as medidas recentes, perspectivas e planos de médio prazo e a implementação dos Programas de Investimento Públicos (PIP), são outras  questões constantes da agenda.

Ao abrigo do Artigo IV do seu Convénio Constitutivo, o FMI mantém discussões bilaterais com os países-membros, normalmente com uma periodicidade anual, em que uma equipa de especialistas visita o país, recolhe informações de natureza económica e financeira e discute com as autoridades e outras partes interessadas a evolução da economia e as políticas económicas.

A anterior missão ao Abrigo do Artigo IV decorreu de 12 a 25 de Agosto de 2015. (Macauhub)

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