Dívida pública em Moçambique vai ser esclarecida, afirma responsável do FMI

15 November 2016

O director-adjunto do Fundo Monetário Internacional (FMI) para África, David Owen, disse segunda-feira em Maputo que as medidas já adoptadas pelo governo de Moçambique irão permitir esclarecer as condições em que o aval do Estado foi concedido a empréstimos de centenas de milhões de dólares contraídos por empresas públicas.

No final de um encontro de cortesia com o primeiro-ministro moçambicano, Carlos Agostinho do Rosário, Owen reconheceu como positivas as medidas que o governo tem vindo a tomar para o esclarecimento rápido da dívida com vista à restauração da confiança junto dos credores e retoma da financiamento ao país.

Entre as medidas destaca-se a selecção da empresa de consultoria Kroll, que no prazo de 90 dias que irá auditar as contas das empresas que contraíram os empréstimos, nomeadamente Empresa moçambicana do Atum (850 milhões de dólares), Proindicus (622 milhões de dólares) e Mozambique Assets Management (535 milhões de dólares).

Estas três empresas públicas contraíram empréstimos no montante de dois mil milhões de dólares, tendo os relativos às últimas duas empresas, que foram contraídos entre 2013 e 2014, sido mantidos em segredo, quer do parlamento quer dos parceiros da cooperação.

David Owen, citado pela agência noticiosa AIM, disse ainda que estes processos de auditoria requerem tempo e acrescentou estar convicto de que a situação em que Moçambique se encontra actualmente “vai ser ultrapassada.” (Macauhub)

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