Economia de Angola crescerá a uma taxa média de 2,9% entre 2017 e 2021

24 November 2016

O crescimento económico de Angola vai manter-se dependente da flutuação dos preços do petróleo nos mercados internacionais, devendo vir a situar-se numa média de 2,9% entre 2017 e 2021, taxa que compara com 4,1% no período de 2012 a 2016, de acordo com as previsões da Economist Intelligence Unit (EIU).

Dado que as receitas fiscais deverão continuar relativamente fracas devido à queda dos preços do petróleo, a EIU prevê que Angola venha a registar um défice orçamental médio de 5% do Produto Interno Bruto no período de 2017 a 2021.

A EIU, no mais recente relatório sobre Angola a que a Macauhub teve acesso, adianta que a taxa de inflação deverá começar a descer depois dos valores elevados registados este ano (o mais recente é de 40,4%), baixando para 18,4% em 2017 e manter essa tendência descendente até 2021, ano em que se deverá situar em 7,7%.

A moeda nacional, o kwanza, continuará a perder valor face ao dólar devido à dificuldade em obter a divisa norte-americana em resultado dos baixos preços do petróleo e o afastamento relativamente ao câmbio no mercado paralelo manter-se-á elevado.

A EIU refere igualmente que o Banco Nacional de Angola continuará centrado na necessidade de conter o aumento dos preços através de uma política monetária restritiva, de que é exemplo o aumento da taxa básica de juro, a Taxa BNA, em 700 pontos base para 16% entre Janeiro de 2015 e Setembro de 2016.

Novas subidas da Taxa BNA deverão ter lugar pelo menos na primeira metade do período em análise, de 2017 a 2021, devido ao efeito que a desvalorização da moeda nacional terá nos preços dos produtos, tanto importados como nacionais.

A Economist Intelligence Unit antecipa, no entanto, que o banco central angolano deverá vir a sofrer pressões por parte do governo no sentido de adoptar uma política monetária menos rígida, caso as taxas de crescimento da economia não recuperarem para valores mais elevados quando os preços do barril de petróleo começarem a aumentar em 2017. (Macauhub)

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