Industriais de Moçambique querem impedir exportação de castanha de caju em bruto

25 November 2016

Os industriais do sector do caju da província de Nampula, o maior produtor de Moçambique, exigem que a legislação em vigor seja alterada a fim de impedir a exportação de castanha em bruto, disse recentemente o presidente da Associação dos Industriais do Caju (Aicaju).

Yunus Mahomed disse ainda que a proibição de exportação de castanha de caju em bruto é fundamental para garantir o abastecimento de matéria-prima às unidades de processamento, garantir os postos de trabalho e permitir a arrecadação de receitas e consequente pagamento de impostos.

O matutino Notícias escreveu que cidadãos de nacionalidade estrangeira, oriundos maioritariamente da Índia, Paquistão e Bangladesh, escalam a província de Nampula na época da apanha de castanha para comprarem o produto directamente do produtor/apanhador.

A província de Nampula conta com um total de 33 fábricas de processamento de castanha, 12 das quais em laboração, empregando cerca de 13 500 trabalhadores, ficando a paralisação das 13 fábricas à exiguidade de matéria-prima, não obstante a produção da província atingir uma média de 30 mil toneladas por ano.

O governo provincial anunciou recentemente pretender comprar 44 mil toneladas de castanha de caju a fim de garantir o abastecimento de matéria-prima às fábricas existentes na província, com o objectivo principal de assegurar os postos de trabalho e arrecadação de receitas para o Estado. (Macauhub)

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