Sector terciário regista maior número de falências em Angola

25 November 2016

O maior número de falências em Angola desde o início da crise, em 2014, ocorreu no sector terciário, disse o presidente do Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas (INAPEM), António de Assis, em declarações ao Jornal de Angola.

De Assis adiantou ao jornal ter o Ministério da Economia, que criou um departamento para tratar desta questão, ordenado um levantamento do número de empresas improdutivas ou operacionais a fim de determinar quantas continuam em funcionamento ou dispõem apenas de instalações físicas ou estão em processo de liquidação.

O presidente do INAPEM adiantou que a maior dificuldade com que os empreendedores se confrontam tem a ver com a opção estratégica, “havendo muitos que começam um negócio sem ter ideias objectivas, criando empresas de prestação de serviços e de pequeno dimensão – como salões de beleza, tabacarias e pequenas lojas – apenas com a finalidade de adquirir crédito bancário.”

António de Assis recordou que estas empresas não podem beneficiar do programa Angola Investe e também não podem contar com o financiamento da banca comercial por falta de credibilidade dos respectivos projectos, “o que agrava as expectativas de sobrevivência nesse sector.”

António de Assis entende que os empreendedores devem iniciar os negócios com o pouco que têm ou associarem-se a outros para começar, um processo no qual o INAPEM joga um “papel fundamental” enquanto entidade responsável pela certificação das empresas com acesso aos programas institucionais de financiamento.

O Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas tem registadas mais de sete mil empresas certificadas em todo o país. (Macauhub)

MACAUHUB FRENCH