Crise no banco Moza de Moçambique terá solução a curto prazo

30 November 2016

A administração nomeada pelo Banco de Moçambique para o banco Moza pretende concretizar a operação de reposição dos capitais da instituição o mais depressa possível, afirmou o seu presidente João Figueiredo, citado pelo jornal Notícias, de Maputo.

João Figueiredo falava em Maputo, na inauguração de quatro novas unidades de negócio na capital e na cidade da Matola, inauguração que, de acordo com Figueiredo, “é um sinal claro e uma reafirmação do compromisso do Moza em aproximar-se cada vez mais dos clientes e do público em geral.”

“O Moza mantém-se como um banco relevante no sector financeiro nacional, com uma estrutura orgânica bem definida, com processos internos consolidados, sistemas tecnológicos sofisticados e ainda uma vasta rede de infra-estruturas bem consolidadas”, disse ainda o presidente do conselho de administração.

O banco foi intervencionado pelo Banco de Moçambique no início de Outubro a “fim de garantir os interesses dos depositantes, tendo em atenção que o rácio de solvabilidade se apresentava abaixo de zero.”

O banco central informou ainda ter decidido suspender os membros do conselho de administração e da comissão executiva do banco e nomeado um conselho de administração provisório, presidido por João Figueiredo, cujo mandato durará até à normalização da situação.

O Moza, que iniciou a actividade em 2008, é controlado em 51% pela Moçambique Capitais, sendo os restantes 49% detidos pelo Novo Banco, instituição que ficou com os activos considerados bons do falido Banco Espírito Santo. (Macauhub)

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