Exportação de caju poderá render a Moçambique uma receita fiscal de 33 milhões de dólares

5 December 2016

A presente campanha de comercialização de caju em Moçambique poderá proporcionar uma receita fiscal de 33 milhões de dólares resultante da exportação de 110 mil toneladas de castanha em bruto, disse o presidente da Associação dos Industriais de Caju (Aicaju).

Mohamed Yunus, que fez uma revisão em alta da produção da caju na presente campanha de 120 mil toneladas esperadas pelas entidades governamentais para 150 mil toneladas, disse que deste montante 40 mil toneladas permanecerão em Moçambique a fim de abastecer as unidades industriais em actividade.

O valor da receita fiscal referida pelo presidente da Aicaju deriva do facto de Moçambique aplicar uma sobretaxa de 300 dólares por cada tonelada de castanha de caju que é exportada em bruto.

Por seu turno, as empresas envolvidas na comercialização e exportação da castanha em bruto deverão encaixar cerca de 200 milhões de dólares antes da dedução dos encargos com transportes, manuseamento ao nível dos armazéns e outras despesas.

O preço de referência da amêndoa situa-se actualmente em pouco mais de 4,0 dólares a libra peso no mercado internacional, enquanto no mercado doméstico o preço da castanha atingiu recentemente um valor recorde de 90 meticais (1,2 dólares) o quilograma.

Moçambique registou há cerca de 20 anos o colapso total da indústria do caju, devido às propostas apresentadas pelo Banco Mundial que recomendavam a liberalização da exportações da castanha em bruto. (Macauhub)

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