Processo de privatização dos Estaleiros Navais de Cabo Verde longe da conclusão

19 December 2016

O processo de venda da Cabnave – Estaleiros Navais de Cabo Verde está longe de ficar concluído, escreveu o jornal cabo-verdiano Expresso das Ilhas, que recorda ter o grupo português ETE apresentado a melhor proposta financeira ao concurso de privatização da empresa.

O grupo português anunciou recentemente ter-se qualificado “em primeiro lugar no concurso público internacional para a privatização da Cabnave, os estaleiros navais na ilha de São Vicente, em Cabo Verde, sendo a próxima etapa a negociação financeira e dos termos finais do contracto de concessão para um período de 30 anos.”

Mas uma fonte próxima do processo de privatização citada pelo jornal disse que apesar de o grupo ter apresentado a melhor proposta financeira tal não implica que venha a ser dono da Cabnave, “dado que o Estado, representado pelo governo, tem a prerrogativa de cancelar o concurso e realizar outro.”

“O processo é em tudo idêntico ao da empresa francesa Bolloré em relação ao processo de privatização dos portos”, ressalvou uma outra fonte ouvida pelo Expresso das Ilhas, que adiantou ainda que este (o concurso público internacional) foi apenas o primeiro passo a ser dado.

O processo de venda da Cabnave está a ser encarado pelo governo como um processo sensível, à semelhança do que acontece com o da concessão dos portos nacionais, estando actualmente a analisar as propostas que tem sobre a mesa, escreveu ainda o jornal.

O grupo ETE, constituído em 1936, opera essencialmente na área marítimo-portuária e de logística e é constituído por um universo que engloba 42 empresas diferentes.

Presente em países como Cabo Verde (onde opera na área logística), na Colômbia, Moçambique e Uruguai, o grupo ETE teve no ano passado uma facturação que ultrapassou 200 milhões de euros e emprega actualmente mais de 800 pessoas em três continentes. (Macauhub)

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